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Cupins de madeira seca

Os cupins de madeira seca são encontrados em regiões de clima quente e nas áreas subtropicais. Habitam inteiramente a madeira seca (10 a 12% de umidade), não exigindo contato com o solo, iniciando o ataque durante a enxameação das formas aladas, cada par sexuado penetra na madeira através de rachaduras ou de outras aberturas naturais iniciando a escavação para o interior, fechando imediatamente a entrada com partículas da própria madeira.

Os cupins deste grupo se instalam e constituem suas colônias dentro de peças de madeira com baixo teor de umidade. São muito comuns em componentes de telhados, batentes, esquadrias, topos de postes, móveis, pisos, janelas, portas e diversas outras peças de madeira. algumas vezes, o ataque por estes insetos é confundido com ataque por brocas (coleópteros). Embora não tenham colônias muito numerosas, um ataque pode causar sérios prejuízos, uma vez que o mesmo, em geral, sé é detectado quando as partes internas de uma peça estão em adiantado estado de destruição.

Eles constróem inúmeras galerias dentro da madeira, por onde circulam livremente, e produzem pequenos grânulos ovalados (fezes), que são acumulados em uma câmara (cavidade) próxima à superfície da madeira e que, de tempos em tempos, são descarregados para fora da peça atacada, como forma de limpeza das galerias. Em geral o ataque por esse tipo de inseto é detectado pela presença desses grânulos no ambiente.

É conveniente lembrar que o cupim de madeira seca, é uma praga associada às estruturas de madeira montada ou produtos acabados. Raramente estes insetos atacam madeiras em serrarias ou nos processos de extração, pois nesses locais a madeira não permanece tempo suficiente, salvo quando ficar estocada por longos períodos, possibilitando a instalação e desenvolvimento de uma colônia, o que é uma tarefa demorada.



FORMIGAS

As formigas, o grupo mais popular dentre os insetos, são interessantes porque formam níveis avançados de sociedade, ou seja, a eusocialidade. Todas as formigas, algumas vespas e abelhas, são considerados como insetos eusociais, fazendo parte da ordem Hymenoptera. As formigas estão incluídas em uma única família, Formicidae, com 12.585 espécies descritas até 2 de setembro de 2010,[1] distribuídas por todas as regiões do planeta, exceto nas regiões polares. As formigas são o gênero animal de maior sucesso na história terrestre, constituindo de 15% a 20% de toda a biomassa animal terrestre.[2]

Acredita-se que o surgimento das formigas na Terra deu-se durante o período Cretáceo (há mais de 100 milhões de anos) e pensa-se que elas evoluíram a partir de vespas que tinham aparecido durante o período Jurássico.

Por vezes, confundem-se as térmitas (cupins) com as formigas, mas pertencem a grupos distintos.

As formigas distinguem-se dos outros insetos – mas algumas destas características são comuns a alguns tipos de vespas – por apresentarem:

  • Uma casta de obreiras sem asas;
  • As fêmeas são prognatas (peças bucais no ácron);
  • Presença de um ‘’saco infrabucal’’ entre o lábio e a hipofaringe;
  • Antenas articuladas, com o artículo distal alongado (exceto nas subfamílias Armaniinae e Sphecomyrminae);
  • Glândula metapleural nas fêmeas, abrindo na base das patas posteriores;
  • O segundo, e em algumas espécies também o terceiro, segmento abdominal formando um “pecíolo” (pouco diferenciado nas Armaniinae);
  • As asas anteriores não apresentam nervuras ramificadas;
  • A rainha perde as asas depois da cópula, que é realizada em voos de milhares de indivíduos.

BARATAS

Blattaria ou Blattodea é uma ordem de insetos cujos representantes são popularmente conhecidos como baratas. É um grupo cosmopolita, sendo que algumas espécies (menos de 1%) são consideradas como cinantrópicas. Dentre os principais problemas que as baratas podem ocasionar aos seres humanos está a atuação delas como vetores mecânicos de diversos patógenos (bactérias, fungos, protozoários, vermes e vírus).

HABITAT E HÁBITOS

Gostam de lugares quentes e úmidos, sendo encontradas na: serrapilheira, sob pedras, cascas de arvores, em ninhos de himenópteros e isópteros, no interior das edificações humanas (principalmente na cozinha), e na rede de esgoto. Há algumas espécies semi-aquáticas e aquáticas (Epilampra – Blaberidae), e outras que vivem em desertos e cavernas.

A maioria das espécies é solitária, com algumas espécies apresentando habito gregário (exemplificadas pelas espécies domésticas), sendo Cryptocercus punctulatus considerada como uma espécie subsocial, que vive em árvores e como os cupins possuem simbiontes intestinais. Em geral apresentam hábito noturno (principalmente as de ambiente urbano), sendo que neste período procuram por alimento e parceiros(as) para o acasalamento, e realizam oviposição e dispersão. Durante o período diurno permanecem escondidas. Quando as baratas urbanas aparecem durante o período diurno, está ocorrendo: uma alta densidade populacional (para cada barata encontrada, podem haver 1.000 escondidas) e/ou a falta de alimento e água. As espécies diurnas são freqüentemente coloridas e arborícolas. As baratas gastam 75% de seu tempo descansando, no qual assumem uma posição característica: antenas voltadas para frente com um ângulo entre elas de 60º e as pernas mantém o corpo rente à superfície.

ARANHAS

As aranhas são animais artrópodes pertencentes à ordem araneae da classe dos aracnídeos. A ordem araneae está dividida em três subordens: a Mygalomorphae (aranhas primitivas), a Araneomorphae (aranhas modernas) e a Mesothelae, a qual contém apenas a Família Liphistidae, constituída de aranhas asiáticas raramente avistadas.

Existem cerca de 40.000 espécies de aranhas, o que a torna a segunda maior ordem dos Aracnídeos (atrás da ordem acari). As aranhas são um grupo particularmente populoso. Em um gramado de uma colina não remexida na Inglaterra, do tamanho de um acre, estimaram-se 2.265.000 indivíduos (BARNES e RUPPERT, 1994).

As aranhas não são insetos, e distinguem-se destes pelas seguintes características:

  • têm quatro pares de pernas;
  • não possuem asas ou antenas;
  • seu corpo divide-se em duas partes (cefalotórax e abdômen);

O estudo das aranhas chama-se aracnologia.

POMBOS

pombo-comum, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave columbiforme bastante frequente em áreas urbanas.

A plumagem é normalmente em tons de cinzento, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés pequenos, bicos com ceroma ou elevação na base e a ponta deste em forma de gancho. O bico é vermelho, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio, foi criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota – há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C. – Alimenta-se de sementes, grãos e frutas e, nas cidades, do que estiver disponível nas ruas, incluindo resíduos.

Um grande problema quanto ao pombo é que não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez crescente, um grave problema ambiental ao homem.

Os casais são muitas vezes constantes; o macho faz reverências à fêmea e ambos se acariciam na cabeça com frequentes arrulhos. Antes do coito, alimentam-se mutuamente com uma massa regurgitada. O pombo-comum faz o seu ninho numa plataforma de ramos, numa árvore ou em qualquer plataforma que esteja livre de frio e chuva, onde põe dois ovos brancos, que são incubados, tanto pelo macho como pela fêmea, levam de 14 a 19 dias. Os filhotes abandonam os ninhos com 15 dias e os pais os alimentam nesse período com “leite de papo”, massa rica em proteínas e gorduras que se desenvolve em ambos os sexos durante a procriação.

Esta espécie é originária da Eurásia e África e foi introduzida no Brasil no início da colonização portuguesa.

Vítimas habituais de viroses e outras moléstias, como a ornitose e a doença de Newcastle, os pombos são hospedeiros de parasitas em sua plumagem. Entre eles se distingue a alma-de-pombo (Pseudolynchia canariensis) transmissora do hematozoário Hemoproteus columbae, parasito que não prejudica o hospedeiro.

É considerado um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como: histoplasmose, salmonella, criptococose. Há um mito comum entre as pessoas não especializadas e até mesmo entre alguns profissionais da saúde de que eles podem transmitir toxoplasmose, mas a única maneira disso ocorrer seria através de uma hipótese remotíssima: se uma pessoa comesse a carne crua de uma ave que estivesse infectada com o Toxoplasma gondii. Portanto, o pombo não transmite toxoplasmose para seres humanos, somente para os animais que eventualmente se alimentem de aves cruas.

Até recentemente, havia uma certa benevolência com os pombos em áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia carioca), com a presença de vendedores ambulantes licenciados de milho, atirado aos pombos. Atualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma repugnância crescente à presença dos pombos, tidos como “ratos de asas”, em áreas urbanas. Encontra-se na lista de espécies exóticas invasoras do Brasil. Inclusive, em alguns lugares no Sul do Brasil, existem campanhas para diminuir a população de pombas, por várias causas.Pombos repousando numa casa em Santana, bairro de São Paulo.

A columbofilia, atividade voltada para a criação de raças ornamentais, obteve dezenas de raças de aparência variada por seleção e cruzamentos, gerando formas como o pombo-papo-de-vento e o pombo-rabo-de-leque. O pombo-correio, usado como mensageiro e capaz de voar mais de 500 km por dia à velocidade média de 50 km/h. é um dos numerosos descendentes do pombo-doméstico.

Ainda não há políticas públicas do controle da população de pombos nem medidas preventivas distribuídas a população para evitar o contágio das doenças transmitidas por este animal então o ideal é que cada indivíduo tome consciência de que o contato, e a alimentação deste animal leva a proliferação deste problema urbano.

PULGAS

Pulga é o nome comum dos insectos sem asas da ordem Siphonaptera.

As pulgas são parasitas externos que se alimentam do sangue de mamíferos e aves. Estes animais podem transmitir doenças graves como o tifo e a peste bubónica.

Elas afectam normalmente animais de estimação, como o gato, o cachorro, entre outros. Elas dependem do hospedeiro para se alimentarem e se protegerem, permanecendo toda a sua vida nestes e em outros animais contactantes. Além de provocarem incômodo pelas picadas, transmitem vermes, parasitas sangüíneos e podem induzir a processos alérgicos, diminuindo a qualidade de vida dos animais.

Uma pulga é capaz de pular a um metro de distância, o equivalente, em proporção de tamanho, a um humano saltar o comprimento de um campo de futebol. [1]

O tamanho de uma pulga dependendo da espécie pode chegar a 5 mm de comprimento.[2]

RATOS

Rato (ou murídeo) é o nome geral dos mamíferos roedores da família Muridae. São animais de hábitos furtivos e geralmente noturnos. É a maior família de mamíferos existente na atualidade, cerca de 650 espécies, classificadas em cerca de 140 gêneros e em cinco ou seis subfamílias. Uma grande quantidade de informações sobre a anatomia, fisiologia, comportamento e doenças estão disponíveis devido à sua popularidade como animais de laboratório. E esta popularidade se dá por conta de em muitos aspectos assemelharem-se ao humano, sendo fundamental o imunológico o que o faz a melhor escolha para laboratorio e vetor de muitas doenças.

Os ratos silvestres foram aparentemente originados nas regiões temperadas da Ásia Central. Através de migrações pelas rotas comerciais e militares, o rato se espalhou pelo mundo. Muitos tipos de rato transformaram-se em espécies invasoras e causaram estragos nos ecossistemas ocupados através da sua migração.

Os ratos são conhecidos especialmente pelo risco à saúde, são portadores de variadas doenças transmissíveis ao homem, como a leptospirose, o hantavírus e a peste bubônica, além de ser hospedeiro para outras doenças, como a toxoplasmose.

Curiosidades

  • Os ratos são os únicos mamíferos terrestres que podem nadar por até 3 dias sem por a cabeça fora da superfície para respirar.
  • A dentição dos murídeos é capaz de serrar ou corroer madeira, alumínio, plástico e até aço. A resistência dos seus dentes é comparada com os da Onça-pintada, que é o único carnívoro terrestres cujo os dentes podem perfurar o casco de uma tartaruga.
  • Os ratos comem diariamente o equivalente a 50% do seu peso, podendo variar entre 30% e 65%.
  • Juntamente com os seres-humanos os ratos são os um dos animais mais adaptáveis do mundo, em relação à condições geológicas e climáticas.
  • Os ratos são os animais que tem o organismo mais parecido com os dos humanos, por isso são usados frequentemente para pesquisas em laboratórios.
  • Os murídeos foram os únicos seres vivos que não sofreram com a radiação nuclear causada pela bomba atômica de Hiroshima, no Japão.

TRAÇAS

Traça(português brasileiro) ou lepisma(português europeu) é um género de insectos primitivos pertencentes à família Lepismatidae. O membro mais conhecido do género é a Lepisma saccharina (conhecida como lepisma ou bicho-da-prata em Portugal, traça ou peixinho-de-prata no Brasil), um comensal do homem encontrado no mundo todo. São insectos comuns no interior dos edifícios saindo de noite dos seus esconderijos para se alimentar de materiais ricos em proteína, açúcar ou amido. Atacam também os tecidos, embora não tenham capacidade para digerir a queratina, e a sua capacidade de digerir a celulose faz com se possam também alimentar de papel, sendo uma importante praga que ataca este produto. Ambas as espécies têm antenas longas e encurvadas e três ‘caudas’ na região posterior, cada uma praticamente do tamanho do corpo, que pode atingir nos adultos cerca de 1.3 cm. Não têm asas, são brilhantes e têm uma coloração creme acinzentada, e os insectos do fogo são cinzentos sarapintados. As lepismas têm preferência por ambientes úmidos. O seu desenvolvimento é lento, depende da temperatura e da humidade, e podem passar vários meses sem alimento. Os produtos com acção residual contendo clorpirifos, diazinão e piretrinas são normalmente eficazes contra estas pragas, tanto no exterior como em interiores. Também conhecido como Andrews virgins localizada no sul do Brasil.